tchau para o wordpress

Postado em blog às Abril 18, 2008 por Alex Sens

Como disse no outro post, cansei daqui e vou partir outra vez para o Blogger. Gostei da experiência que tive lá, muito fácil, muito simples. As imagens vão embora, o rebuscado vai embora. Tô em lua prática, prata pura, fase de tirar roupas pesadas, ainda que venha a chuva e o frio nesse fim de semana.

Encontro vocês aqui: http://alexsens.blogspot.com

de propaganda e de blog

Postado em blog, propaganda às Abril 17, 2008 por Alex Sens

Hoje não vou falar do meu livro, mas do livro de um amigo, Wilson Gorj, também amante das micronarrativas. Seu livro é o Sem Contos Longos, um livro de bolso caprichado com cem narrativas curtas, subindo como uma escada: das menores histórias nas primeiras páginas até as maiores nas últimas. Todos os micro e minicontos passam pelo realismo, a piada, a graça, a leveza, a simplicidade. Nada é rebuscado, todos os personagens e situações mostram seus ângulos e desfechos, às vezes surpreendentes.

Entregou-se ao mar de corpo e alma. Infelizmente, só foi aceito pela metade. As ondas devolveram o corpo à praia.

Odiava rosas. Desenganada pelos médicos, antes de morrer determinou aos familiares que proibissem a entrada dessas flores em seu velório. Tarefa, no entanto, a qual não puderam cumprir à risca. Justamente a rosa que a falecida mais odiara, aquela que traiu uma amizade de vinte anos ao roubar-lhe o marido, justo essa Rosa conseguiu furar o bloqueio para vê-la pela última vez. No lugar de flores, depositou-lhe no caixão suas mais sinceras desculpas.

Muitas coisas deixaram de ser interessantes e legais no WordPress, e ainda há uma notícia de que a postagem nesse servidor será proibida no país. Verdade ou mentira, eu não sei, mas eu ando cansado daqui. Aprendi tudo e sinto falta da simplicidade, por isso mudarei outra vez de endereço. Quem gosta do que escrevo, que me siga. Sinto que agora é definitivo, porque para onde vou, já estive, e quero a simplicidade de lá, a crueza do branco e do cinza, da escrita, quero menos imagens e mais palavras. Já, já eu volto para chamar os que me acompanharão.

esdrúxulas [6]

Postado em esdrúxulas, propaganda às Abril 16, 2008 por Alex Sens

Eis uma das 23 esdrúxulas:

Ginger

Chamava-se Ginger Death. Tinha cabelos parecidos com taturanas azul-piscina e um pescoço fino e longo de ganso. Acordava todos os dias às quatro horas da madrugada para correr pelo bairro. Três tatuagens sob o pé direito, um prego enferrujado no umbigo e a vontade de ser uma famosa rockstar. Passava quase dez horas do seu dia trancafiada no porão de casa ouvindo bandas de rock, enquanto polia a guitarra que ganhara do ex-ex-ex-ex-ex-ex-ex-namorado. Não queria mais namorado, corações, beijos ou cinema aos sábados. Sua companhia eterna seria Cáfila, uma tartaruga laranja com duas estranhas corcovas sobre o casco — daí o nome para o animal. Tinha uma rotina: após correr pelo bairro com botas que lhe cobriam a perna toda, voltava para casa, fritava oito ovos com gengibre e os comia com um cálice de vinho branco. Esse era seu café. Quando a tarde chegava, almoçava pipoca de microondas com um cálice de vinho tinto. À noite, não ouvia música, preferia cantar e forçar os vizinhos a ouvi-la. E, depois de cada música, mordia os próprios pulsos até sangrarem. Com o sangue, pintava uma espécie de obra realista inacabada. E, então, ia até a janela de seu quarto e esperava a lua aparecer. Quando não aparecia, jogava um colchão sob a janela e a esperava, até pegar no sono. Isso quando os morcegos não a atormentavam por causa do quadro e dos pulsos com sangue.
Numa noite nublada de sexta-feira, cantando absurdamente alto uma de suas composições, Ginger rasgou a garganta num estouro vermelho, espirrando sangue pelo quarto.
Seu quadro realista estava pronto e os morcegos, fartos.

esdrúxulas [5]

Postado em esdrúxulas, propaganda às Abril 15, 2008 por Alex Sens

Os livros chegaram e estão lindos! Algumas coisas saíram como o esperado, outras ficaram melhores e me surpreenderam e, infelizmente, outras ainda me chatearam, mas é meu primeiro livro e não posso me cobrar tanto assim. Sou mais do que grato por ter finalmente publicado este livro que já vinha sendo produzido desde outubro do ano passado, não posso reclamar. O que deu certo deve ser seguido, o que não deu, melhorado e mudado, sempre! Alguns exemplares já foram, outros esperam por vocês. A página sobre o livro está sendo atualizada todas as semanas com novos ítens e links de divulgação, em breve colocarei alguns trechos e sinopse, lá e aqui.

a saudade é meu trem

Postado em blog, diversos às Abril 4, 2008 por Alex Sens

A mudança de dois dias aqui no blog foi apenas um impulso, que durou o que precisava durar. Não ligo mais, voltei ao normal, tirei o nome e fico com Alex Sens. Por alguma razão, que desconheço, meu nome é a coisa certa para isso aqui, completa tudo, não define o que quero com o blog. Tá bem, chega com essas crises impulsivas de mudanças. Ou não? Não, chega. Se bem que… Não! Chega. Se você quiser mudar outra vez, Alex, mude. Depois desmude, tá? Faça o que você quiser. Isso é saudável. Aham, obrigado.

E quem ainda não pediu o Esdrúxulas? O que está esperando? Baixar preço? Não, não posso baixar o preço. Quem sabe fazer um sorteio daqui a alguns meses quando restar algum exemplar de uma outra edição que não a primeira… O livro está barato, é bom, é o meu primeiro livro. E semana que vem continua a divulgação, tanto aqui como no e-mail de vocês. Sou chato, mas preciso vender meu peixe, que não é qualquer peixe, mas um salmão defumado.

Como toda sexta-feira, volto para o sítio. Alguns acham que essa coisa de sítio é pura mamata, mas está longe de ser isso. Claro que descanso mais, aproveito mais, vejo filmes e às vezes durmo mais do que o necessário, mas lá é o meu lugar principal de trabalho, onde eu consigo escrever, onde as coisas fluem com mais clareza. Por isso vou. Por isso não fico sempre. Porque, também, a saudade me impede de ficar num único lugar. A saudade é meu trem de ida e volta. Até já.

P.S.: tirei o “cadeado” dos comentários, agora estão liberados e não os responderei mais.

coisinhas e coisonas

Postado em blog, diversos, esdrúxulas às Abril 2, 2008 por Alex Sens

Mesmo não sendo mais um dos editores da Revista Malagueta, estou outra vez por lá, no blog. Não eu, em carne e osso e desejos, mas em algumas palavras sobre o meu livro e como comprá-lo - continuação da divulgação que só ficará mais intensa nas próximas semanas! Se você chegou aqui através do blog da Revista, então não tem desculpa. Sente-se, sirva-se à vontade dos biscoitos e das bebidas sobre o carrinho de madeira. Depois basta uma leitura ou duas, e leve um exemplar do Esdrúxulas - até mesmo dois para dar um de presente. Não é má idéia.

Eu queria muito continuar a divulgação de uma forma dinâmica, mas preciso receber os livros, preciso fazer muitas coisas até lá. Há muitos posts interessantes e divertidos vindo por aí, inclusive mostrando um pouco do que há no livro, de diferentes formas. E em breve também colocarei aqui as razões para comprar o livro e suas conseqüências. Nada forçado, nada exagerado, são apenas verdades que brotam dos dedos.

Liguei para uma amiga hoje. Uma criança atendeu e depois de falar uma dezena de “olha…”, explicando que esta amiga não estava em casa, disse para eu ligar outra vez às seis e cinqüenta e três ou seis e cinqüenta e um. Bem assim, pulando o minuto no meio dos dois. Primeiro eu tento ligar depois, então volto no tempo e ligo dois minutos antes. As crianças são um mistério mesmo, e por que continuo com meu humor ácido sobre elas? Preciso escrever uma teoria sobre isso…

O WordPress está muito engraçadinho hoje. Duplicando postagens, alterando links que não existem, pedindo paciência da minha parte! Mas tudo já se resolveu.

Gostei do blog assim, branco. Será que eu mudo outra vez? Espero que não. Às vezes canso das minhas mudanças, imagino como vocês também cansem delas. Mas nesse campo eu já não me preocupo, muita gente também não está nem aí. Vivamos das inconstâncias e incongruências!

letras de janela

Postado em blog às Abril 2, 2008 por Alex Sens

Esse será o nome do blog a partir de hoje. Desse jeito, limpo e fresco, porque o outono taí pedindo por alguns desprendimentos. Precisava colocar nome nesse espaço, a idéia do meu como entrada estava me cansando. Não vou explicar o por quê dele, talvez um dia. Mas gostei, e fica por aqui até passar da validade.

esdrúxulas [4]

Postado em esdrúxulas, propaganda às Abril 1, 2008 por Alex Sens

Orelha-prefácio de Renata Miloni:

esdruxulas-capa.jpg

O escritor que não se tem como um também é conhecido por “autor das intenções perdidas”, pois nunca as encontrou para definir sua própria literatura. Um escritor de verdade pode não saber o fim de uma história iniciada, mas, para ele, está sempre nítida a pretensão com aquela obra. Talvez ele não precise perceber facilmente a grandiosidade desse conhecimento sempre, mas é capaz de usá-lo de forma genialmente natural.
Alex Sens tem a vida intensamente na literatura. Um escritor que, tão jovem, consegue dominar a criatividade de maneira surpreendente, provando que é possível existir pureza na ambição e que é necessário tê-la como parte de uma base.
Com a intenção deste livro bastante clara, Alex deu voltas no fundo da ironia, usando o caminho aparentemente simples das narrativas curtas. Cada esdrúxula tem em si o surreal de um mundo escancarado mas ignorado. Um mundo cheio de dores inevitáveis e incomuns. As dores de uma diversão ironicamente pura.
Ao ler este livro, além de tentar abrir levemente os detalhes que o inédito cobre, subtraia seriedade e adicione leveza. A quantia certa para invadir o surreal sem intromissão do mundo que lá fora rodeia e termina.

esdrúxulas [3]

Postado em esdrúxulas, propaganda às Março 31, 2008 por Alex Sens

Quem já divulgou (2):

Ana Laux, editora do site Gaveta do autor, aqui.

Veri, amiga querida, aqui.

 

esdruxulas-capa.jpg

E você, já reservou o seu exemplar? A divulgação continua nos próximos dias, fique ligado aqui no blog.

esdrúxulas [2]

Postado em esdrúxulas, propaganda às Março 26, 2008 por Alex Sens

Eis o comercial do livro. Aumente o volume.

 

Quem já divulgou:

Renata Miloni, amada amiga, em seu blog, aqui.

Silvana Guimarães, querida, editora do site literário Germina Literatura e do blog de classificados do mesmo, aqui.

Wilson Gorj, novo amigo escritor das micronarrativas, aqui.

Meu muito obrigado a vocês! :)